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  • Rodrigo Giaffredo

Por que mesmo empregado, você deveria abrir um negócio paralelo?

Os profissionais que desejam usar metodologias ágeis como scrum e kanban, ou inovadoras como design thinking e lean, precisam ter mais do que apenas certificações técnicas. Neste artigo, Rodrigo Giaffredo apresenta uma receita adotada por diversos profissionais do século XXI que empreendem ao mesmo tempo em que desenvolvem suas carreiras corporativas. Não importa se você deseja se atualizar profissionalmente, ou mudar de carreira, este texto pode te ajudar! Acompanhe agora, passo a passo, dicas práticas sobre como se tornar o profissional do futuro mais desejado pelo mercado de trabalho!


O conceito de carreira líquida não se aplica somente às trocas de funções dentro das empresas, mas também à possibilidade empreender.

Por que mesmo empregado, você deveria abrir um negócio paralelo?

Mano, caso você seja da mesma geração que eu (quarentão com muito orgulho), ce sabe muito bem que hoje os millennials começam ganhando pelos menos uns 20% menos do que a gente ganhava quando tinha a idade deles, lembra?


Daí vamos ser empáticos: essa galera cheia de sonhos, mas com oportunidades de boa remuneração muito mais limitadas ao longo do tempo… você acha que eles tão de bobeira? Ou que eles querem menos do que a gente queria lá atrás? Ah pára vai, claro que não!


Nem vou generalizar, vou falar de mim, pra ver se você se identifica. No começo da carreira, lá pelo finalzinho da década de 90, a quantidade de energia e sonhos que eu tinha era infinitamente maior do que a grana que eu ganhava na multinacional em que eu comecei meu lerê. Daí é claro que eu tinha minhas “side gigs”. E posso falar? Foi o melhor hábito que eu criei na minha vida profissional, faço isso até hoje e de repente percebi que esse comportamento, nem tão comum na minha época, tá meio que generalizado ao meu redor hoje em dia.


Galera tá cada vez mais botando as ideias pra rodar, na forma de novos negócios.


Ainda mais com os avanços da tecnologia dos últimos, sei lá, 5 anos… finalmente a parte computacional da coisa ficou transparente o suficiente pra deixar de ser impedimento pro surgimento de um novo negócio, já que com o lance de plataformas e o consumo de software como serviço, não precisa mais ter aquela fortuna pra fazer um investimento inicial decente. Você inclusive contrata “infra as a service” sabia?


Daí você pega uma galera cheia de ideias, cheia de sonhos, cheia de vontade, e insere num contexto desses... pronto, tá formado o cenário. O cara trabalha contigo, mas dependendo do que você tiver pra oferecer naquele momento, ele também trabalha consigo.


E quer saber? Isso é muito, mas muito bom mesmo, tanto pra ele quanto pra ti. Pensa comigo. Além dos desafios que você propõe, e do conhecimento que ele tem que adquirir pra poder entregar o combinado contigo, ele também tem os lances dele pra dar conta, que vão exigir outros tipos de conhecimento e outro nível de criatividade, não necessariamente maior, mas diferente.


Adivinha o que acaba surgindo? Um profissional muito mais rico intelectualmente, muito mais multi disciplinar, muito mais bem equipado, correndo lado a lado contigo. Poxa, isso é sensacional, e deve sim ser incentivado!


Claro que tem alguns cuidados que a gente tem que tomar, tipo, “cara, eu sei que você tem teu rolê paralelo, mas isso não pode ser desculpa pra você não me entregar o nosso combinado aqui”. E também tem aquele “se você ver que a coisa ficou séria ao ponto de você deixar meus pratos caírem, cara, você vai ter que decidir se continua correndo comigo ou não.”


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Mas isso é o famoso papo reto, faz bem sempre, e não ofende nenhum dos dois lados.


Ajudar os profissionais que trabalham contigo a alcançarem o pleno potencial deles, cria um nível de relacionamento e confiança que você jamais conseguiria através de qualquer imposição hierárquica, vai por mim.


Por isso mesmo, em 100% das vezes, eu incentivo meu pessoal a investir em ideias “por fora”, dando sempre aquele toque pra que o cuidado com o equilíbrio trabalho & vida pessoal seja levado em conta. Afinal, todo dinheiro tem um preço, e às vezes ele é tão alto que não vale a pena. Mas se o lance for por propósito, tem que se jogar mesmo, de vez.

Outra dica legal pra ajudar os profissionais que queiram partir pra essa jornada “in and out”, principalmente os mais jovens que por vezes negligenciam esse detalhe, é ajuda-los a escrever (sim, escrever mesmo) o que eles querem atingir, tanto contigo quanto consigo.


Você não precisa ler a metade “consigo”, mas esse exercício de escrever as metas dos dois rolês dá clareza de objetivo pra galera, e orienta o desenvolvimento profissional de forma concreta, nos dois cenários. Nessa, você vira mentor não só de alguém da sua própria equipe, mas também de um empreendedor em potencial. Legal também hein? Melhor ainda se você também tiver que aprender algo novo, pra ajudar a pessoinha a avançar… já pensou?


Finalmente, vale monitorar se as entregas que você espera não estão sofrendo nenhuma perda de qualidade em função da concorrência de energia e interesse. Vamos lá né, o certo é o certo. O combinado não sai caro. E medir o que importa é na verdade uma qualidade essencial de líderes que efetivamente colaboram com seus times pra entregas de alto valor percebido, faz parte do jogo.


E aí, o que você acha? Vale ou não vale a pena incentivar seus funcionários a terem negócios paralelos?



Rodrigo Giaffredo Palestrante, escritor, professor. Dedicado à formação de lideranças humanizadas, e à construção de ambientes profissionais psicologicamente seguros. Cofundador da Super-Humanos Consultoria. Eleito Top Voice Brasil pelo LinkedIn e Profissional de RH do ano pela ABTD Paraná. #recolocação #renovação #carreira #scrum #kanban #agile #designthinking #lean #inovação #sucesso #felicidade

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