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  • Rodrigo Giaffredo

Felizes por fora, deprimidos por dentro

Os profissionais que desejam usar metodologias ágeis como scrum e kanban, ou inovadoras como design thinking e lean, precisam ter mais do que apenas certificações técnicas. Neste artigo, Rodrigo Giaffredo pondera sobre como a ansiedade e a incerteza podem ser melhor trabalhadas pelos profissionais do século XXI. Não importa se você deseja se atualizar profissionalmente, ou mudar de carreira, este texto pode te ajudar! Acompanhe agora, passo a passo, dicas práticas sobre como se tornar o profissional do futuro mais desejado pelo mercado de trabalho!


Apesar da alegria aparente relacionada a novos modelos de organização, novos ambientes de trabalho, e novas profissões, a realidade ainda esconde ansiedade e incerteza.



Um primo do vizinho do colega da irmã do avô da comadre do meu compadre disse que estava assim um dia desses.


Será possível?


Cara, pensando bem, quando a gente percebe que existe uma galera interagindo literalmente com dois mundos, todos os dias, de repente a gente começa a se deparar com um novo estilo de escape, perigoso até, que literalmente tapa um buraco abrindo outro.


Tô falando da vida dupla “mundo real & mundo digital”. Afinal, quem aí nunca mandou um “kkkkkkkkkk” no WhatsApp sem sequer esboçar um sorriso de canto no mundo real? Tá certo que às vezes os “hsuaushauhahhsuhauahau” até vem acompanhados de gargalhadas sonoras do lado de fora da telinha (eu mesmo dou dessas direto, devem até pensar que eu sou louco), mas na maioria das vezes não é isso o que acontece.


E o interessante é que eu tenho visto isso se repetir muito muito muito mesmo no ambiente corporativo. Galera tem um dia porcaria, pesadão mesmo, cheio de fracassos e frustrações, brigas até, e daí num instante dão aquela parada, apertam o botãozinho pra ativar a câmera de selfie, metem um sorrisão de orelha a orelha e “pá”, problema resolvido!

 

Só que não.


É o blend matador “foto bacana com legenda otimista”. Só que nesse caso, matador no mal sentido.


Daí eu fico pensando “cara, já não chega toda a pressão que o teu dia te causou, você jura pra mim que ainda vai botar mais essa carga nas tuas costas - a de se obrigar a sorrir quando tinha vontade de chorar, dar uns berros, uns socos na parede, sei lá…”


E o pior que a resposta é “não, não chega não”. E quando você cavuca, vê que a razão pra isso é extremamente besta: é o tal “desejo de não aparentar fraqueza”.


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Oi? Sério?


Pensa aí, o que é mais errado: parecer fraco, ou esgotar suas últimas gotas de forças pra “passar impressões”, ao invés de usa-las pra refletir sobre seu dia, sobre as situações que te deixaram pra baixo, e de repente evoluir seu nível de inteligência emocional pra que no futuro, quando outro dia ruim desse naipe rolar, você não se abale tanto?


E na minha opinião é aí que está o vacilo. Tem mais profissionais se especializando em manter as aparências, do que profissionais se interessando em auto-conhecimento. E auto-conhecimento é uma das características mais repetidas entre os profissionais mais bem sucedidos que conheço. Saber até onde dá pra ir, saber o que te deixa exposto, saber o que te ofende, saber quando é hora de falar ou quando é a hora de calar, conhecer e admitir as próprias limitações, te dá uma bagagem fundamental na tua trajetória rumo ao crescimento.


Pode parecer contraditório, mas quando a gente está mais fraco, é justamente o momento de nos fortalecermos ainda mais. Pensa comigo e se imagina chegando em casa, depois de um dia difícil. Você pega aquele cantinho da casa em que você fica mais a vontade, prepara uma dose de seja lá o que for que te faz relaxar, e começa a refletir, sem vitimização, sobre a sua responsabilidade por tudo que deu errado nesse dia.


O que poderia ter feito e falado diferente. O que ainda te faz ser mal visto ou mal percebido nos rolês corporativos. Quais habilidades deveria desenvolver pra que isso não acontecesse mais. E principalmente, quão importante foi, de verdade, tudo que te aconteceu, a ponto de não somente estragar teu dia, mas detonar tua vida.


E posso falar, geralmente, as coisas não deveriam ser absorvidas tão tragicamente assim. Afinal, lembra aí, você nasceu nu, banguela e sem nenhum centavo no bolso. Foi ou não foi?


Nada contra selfies sorridentes, mas cara, não deixa isso te alienar. Não deixa isso ofuscar quem você realmente é. Um ser humano, que vive de fato num mundo real, cheio de altos e baixos.


Ou seja, cheio de oportunidades.



Rodrigo Giaffredo Palestrante, escritor, professor. Dedicado à formação de lideranças humanizadas, e à construção de ambientes profissionais psicologicamente seguros. Cofundador da Super-Humanos Consultoria. Eleito Top Voice Brasil pelo LinkedIn e Profissional de RH do ano pela ABTD Paraná.


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